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A Chave

Quando entregamos a chave da porta principal de casa para nosso filho, ele se torna uma pessoa com autonomia.

Com meu filho aconteceu aos quinze anos, deixei de ser “mãetorista” para suas atividades nas proximidades de nossa residência, prevalecendo somente à condução para o colégio, que era mais longe.

Antes, isto durante aproximadamente uns dez anos, eu tive de coordenar que as outras atividades coincidissem com meus horários, pois eu trabalhava o dia todo. Esta vivencia que foi saudável e corrida para nos dois, durou até o momento que ele me disse que poderia ir sozinho para aulas de línguas estrangeiras, de educação musical e de esporte. Passou a ter um horário mais flexível e maleável, por causa de uma chave que lhe deu o direito de sair e entrar livremente.

Este ritual de passagem foi bem difícil para mim, e percebi que ele tinha crescido e já começava a fazer suas escolhas. Ou seja, já começava partir para decidir o rumo de sua vida, dentro dos limites de sua idade.

Cinco anos se passaram, ele entrou na faculdade e foi morar noutra cidade, ainda tem a mesma chave, mas sempre que retorna de viagem ou dos passeios atualmente, não a usa mais, toca a campainha e vou abrir.

Ele diz que é muito bom saber que me tem para abrir esta porta na vida dele, que já recebeu outras: do apartamento onde mora para estudar e do local onde está fazendo estágio (sempre afirma que esta tem um peso maior de responsabilidade e deveres), mas que a primeira mesmo sem usar, permanece com o grande fascínio de deixá-lo entrar em casa, mas prefere sempre me encontrar dentro dela para recepcioná-lo.

Os filhos crescem e nos surpreendem às vezes, tornam-se pessoas com caráter que nunca soubemos totalmente como seria, pois ensinamos os princípios e educamos para uma vida sem saber se estávamos acertando ou errando.  Arriscamos e tentamos fazer o melhor para eles serem felizes e realizados, no seu crescimento familiar, social e profissional; e nunca deixaremos de receber as respostas deles enquanto vivermos.

Acho que somos mais felizes do que aborrecidos com nossos filhos crescidos. É maravilhoso ver uma vida continuar a crescer e saber que ainda fazemos parte dela.
 

p/ Alma Casanova, colaboradora do C&Cia.



          

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